Por que tantos advogados brasileiros olham para Portugal
A proximidade da língua, os laços históricos entre os dois países e a possibilidade de viver na União Europeia tornam Portugal um destino natural para muitos profissionais do Direito. Mas existe uma diferença importante: ter a carteira da OAB no Brasil não significa, automaticamente, poder advogar em solo português. Para atuar profissionalmente, é preciso ingressar na Ordem dos Advogados de Portugal, e esse caminho tem etapas próprias.
O reconhecimento do diploma
O primeiro grande pilar costuma ser o reconhecimento do diploma brasileiro em uma universidade portuguesa, que avalia se a sua formação é equivalente à licenciatura em Direito exigida em Portugal. Dependendo da instituição e da grade comparada, pode ser solicitado o cumprimento de disciplinas ou provas complementares. Reúna desde cedo o histórico escolar, o conteúdo programático e o diploma apostilado pela Convenção de Haia.
Requisitos gerais e o estágio profissional
Além do reconhecimento acadêmico, o candidato precisa demonstrar idoneidade, regularidade documental e domínio do português. Outro ponto central é o estágio de advocacia, etapa de contato supervisionado com a prática portuguesa e provas perante a Ordem. Em certos casos, profissionais experientes podem pleitear dispensas, mas isso depende de análise individual. Confirme sempre as condições oficiais vigentes com a Ordem dos Advogados de Portugal.
Dicas práticas
- Comece a apostilar e organizar documentos antes de se mudar.
- Guarde cópias digitais e físicas, com traduções quando exigidas.
- Acompanhe os canais oficiais para prazos e taxas atualizados.
- Considere mentoria especializada para evitar retrabalho.
O próximo passo é seu
Se você sonha em advogar em Portugal com segurança, fale com a mentoria do Saber Direito Europa. Ajudamos advogados brasileiros a planejar cada fase, do reconhecimento do diploma à inscrição na Ordem.
